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CONTRATOS EPCM: Significado e visão Brasil PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pitagoras2011   
POS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PROJETOS INDUSTRIAIS

CONTRATOS EPCM: Significado e visão Brasil


Por

Alexandre Donizete
Bruno Carvalho
Enyel
Lucilei
Paulo Rogério
Wátila Navarro

Professor Orientador: Ítalo Coutinho, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  
 
Betim

2011

Palavras-Chave: Infra-instrutora, Contratos de Construção, EPC, Turnkey Lump Sum,
Empreitada Integral, EPCM e Contratos de Aliança.

ABSTRACT
The changing global economy has reinforced the need for sound government investment
plans with respect to infrastructure. This paper will explore the impact of globalization in
infrastructure projects with the adoption of more complex contracts such as EPC Turnkey
Lump Sum, EPCM and Alliance Contracts.

RESUMO
A economia global em permanente mudança reforça a necessidade de planos de
investimento eficazes com relação à infra-instrutora. Este trabalho procura explorar os
impactos da globalização em projetos de infra-instrutora no Brasil com vistas à adoção de
contratos de maior complexidade tais como EPC Turnkey Lump Sum, EPCM e Contratos
de Aliança.

INTRODUÇÃO
A EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS CONTRATUAIS ADOTADOS NO BRASIL

No Brasil, a partir da visão desenvolvimentista, na qual a industrialização seria o meio
eficaz para vencer o subdesenvolvimento, o Estado atuou, desde o final da década de 40
até o início dos anos 80, de maneira significativa nas áreas de planejamento, operação e
financiamento dos setores de infra estrutura, particularmente energia e transporte.
Devido ao excesso de liquidez nos mercados internacionais de capitais nesse período,
a expansão dos investimentos a partir de empréstimos externos, com aval do Tesouro,
foi bastante facilitada. Esta estrutura de financiamento concentrava no governo e
nas empresas por ele controladas os riscos de mercado, tecnológicos, econômico e
financeiro dos projetos. Adotava como padrão para a contratação o regime tradicional
Design-Bid-Build (DBB), também denominado “Empreitada de Preços Unitários”
ou “Empreitada de Preço Global”, no qual cabe à construtora (ou o consórcio contratado)
somente a fase de construção do empreendimento, sem se preocupar com o projeto ou
aquisição dos fornecimentos.

Após décadas de protecionismo e intervencionismo, as reformas institucionais
implementadas nos anos 90 ajudaram a estabilizar a economia e criaram um ambiente
propício à atração de investimento externo e à promoção do crescimento, e a economia
brasileira passou a expor-se com vigor à competição externa e aos efeitos de um
acelerado processo de privatização (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social - BNDS).

Nesse contexto, tendo por base as premissas do modelo project finance, o setor de
infra estrutura passa a adotar o sistema contratual Design-Build (DB), que é a base do
Engineering, Procurement and Construction (EPC), oriundo do Direito Inglês, dirigido
às necessidades específicas de empreendimentos privados e ao atendimento das
expectativas firmes de retorno de investimento impostas pelos agentes financiadores.
O project finance é uma estrutura de captação de recursos para o financiamento de
um projeto investimento de capital separável. Baseia-se, portanto, na atratividade de
um projeto específico e não na análise de crédito de uma empresa, conforme a sua
capacidade de gerar caixa com vistas ao pagamento da dívida e remuneração do capital,
de forma independente do balanço patrimonial do empreendedor. Sendo essenciais
ao modelo project finance a previsibilidade do custo e do prazo do investimento e um

adequado e sólido compartilhamento dos riscos, o empreendedor4 passou a buscar
alternativas para transferir à construtora uma maior gama de responsabilidades,
pelo projeto, pela aquisição de fornecimentos e pelo gerenciamento da execução do
empreendimento.
No entanto, com o aumento expressivo dos custos adicionais (cost overrun) no sistema
contratual Design-Build (DB), mesmo em empreendimentos EPC, outras alternativas
passaram a (EPCM) e, um modelo mais radical na busca de um alinhamento de
interesses entre as partes, o Alliance Contract (ou Contrato de Aliança). ser buscadas.
 
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