| Modelo de Mauridade de Projetos PRINCE2 (P2MMM) e PMMM (Programas) |
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| Escrito por Funcesi 2011 | |||
Revisão teórica sobre dois modelos de maturidade:PMMM e P2MMAbel Flávio dos Reis (MBA/FUNCESI) - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Fábio Dias (MBA/FUNCESI) - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Sven Schäfers Delgado (FATEC/FUNCESI) - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Professor Orientador: Italo Coutinho, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Resumo: Este artigo busca realizar uma revisão teórica e histórica sobre o modelo PMMM e P2MM, alêm disto se propõem a fazer um levantam. Trata-se, portanto, de uma pesquisa teórica, sem observações diretas ou experimentos, baseada majoritariamento na literatura portuguesa e inglesa de periódicos e livros entre os anos de 2000 a 2010. Esta pesquisa se justifica, já que no Brasil existe pouca literatura sobre o modelo de maturidade PMMM, um modelo recente criado no século XXI. Contribui com um levantamento que compara o nível de maturidade de PMMM atingido em empresas brasileiras e estrangeiras de diversos segmentos de negócio. Espera-se que este estudo possa propiciar reformulações de políticas públicas e de estratégias corporativas no Brasil de modo que este país se torna mais competitivo no que se refere a gestão de projetos com boa qualidade. Palavras-chave: modelo de maturidade; PMMM; P2MM; PRINCE2; gestão de projetos; revisão conceitual.
1. IntroduçãoA revolução sócio-técnica, que originou a sociedade industrial com a I e a II Revolução Industrial, acabou por impactar de modo significativo e profundo na forma de produção e no trabalho humano. Quando algumas máquinas mecânicas (à vapor e depois à combustão) passaram a executar trabalhos humanos de uma forma mais eficiente e com muito menos variabilidade nas operações produtivas, foi compreendido o valor destas revoluções. Estas vantagens permitiram que as máquinas modernas fossem difundidas pelo nosso mundo. Assim a complexidade produtiva, principalmente em empresas manufatureiras, foi sendo expandida assustadoramente, motivada por um ritmo de produção crescente e pelo aumento das escalas de produção no final do século XIX. A conseqüência do uso exaustivo das máquinas implicou em repensar-se a questão da gestão dos sistemas produtivos. Afinal não bastaria uma organização somente possuir novas máquinas, se não soubesse como gerenciar seus recursos de pessoas, de materiais, de modo a sustentar o novo ritmo de produção estabelecido. Antes da revolução da era pós-industrial e do surgimento dos computadores modernos para uso doméstico (padrão PC-IBM, 1980), as formas de gestão humanas eram basicamente sedimentadas em conversas, textos e diagramas manuais e também eram menos sistematizadas. Esta forma de gestão era considerada válida, eficaz e eficiente, naquela época, na medida em que resolvia bem os problemas das organizações e das pessoas, geralmente pouco complexas. Na presente Sociedade ou Era da Informação, o homem passa a necessitar de novas ferramentas e métodos de gestão que sustentem a complexidade e a dinâmica de novas formas de produção e de processos/serviços associados (ASSMANN, 2000). Esta demanda por novos métodos de gestão e recursos tecnológicos foi sendo elevada, de modo que segundo Greenwood (1997, p. 1), o ano de 1974 foi o marco inicial para a intitulada Terceira Revolução Industrial, pertencente à era pós-industrial. A Terceira Revolução Industrial vêm sendo caracterizada pelas inovações tecnológicas associadas a computadores, Sistemas de Informação (SI), e Tecnologias de Informação (TI). Significa que esta sendo atribuída a devida importância em relacionar recursos tecnológicos (computadores, ERPs, CRM, MRP, CAPP, CIM, CAD, CAM, CNC, simuladores, etc.) a esquemas de gestão de processos (EKD), de operações (arquiteturas de referências), de pessoas (modelos mentais, fluxogramas) e inclusive de projetos (manuais, referências e modelos de maturidade de GP) (DELGADO, 2010). Não cabe destrinchar cada um destes recursos tecnológicos ou técnicas de gestão, já que a presente pesquisa tem como objetivo geral conceituar dois modelos de maturidade relativos ao gerenciamento de projetos (GP), o PMMM (RAYNER; REISS, [200-?]) e o P2MM. Já os objetivos específicos são os seguintes: estabelecer o histórico e os fundamentos teóricos dos modelos de maturidade selecionados; e tentar comparar os dois modelos de maturidade escolhidos, se possível.
2. Materiais e MétodosA abordagem de pesquisa proposta foi caracterizada como sendo do tipo qualitativa e quantitativa. A primeira abordagem é qualitativa, porque há uma preocupação em analisar, hábitos, atitudes, tendências de comportamento sobre o problema proposto (MARCONI; LAKATOS, 2004). E a segunda é quantitativa, pois segundo Jung (2004, p. 61), “[...esta] utiliza a elaboração de enunciados analíticos e a descrição matemática das variáveis e relações existentes entre [as mesmas...].” Esta segunda abordagem, permite utilizar métodos estatísticos descritivos simples, como por exemplo, medidas de tendência centrais, de dispersão e freqüências de categorias de dados. O tipo de pesquisa foi considerado teórico, já que neste tipo de processo busca-se identificar, registrar e analisar a partir de dados secundários, informações sobre o problema de pesquisa selecionado (VERGARA, 2006). Já o tipo de pesquisa escolhido quanto aos meios (método), foi uma análise documental, pois fundamentalmente os periódicos e livros serão consultados como fontes de dados secundários para compor e descrever a revisão teórica proposta (YIN, 2001). E o tipo de pesquisa, quanto aos fins, foi classificado como sendo do tipo exploratório, pois se propõem a compreender o problema de uma forma geral, em que dados são escassos ou pouco conhecidos. Neste busca-se estabelecer critérios para pesquisa futuras, isolar variáveis para exames posteriores, além de definir o problema com um maior grau de precisão (VERGARA, 2006).
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