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Ciclo de Vida do Projeto PDF Imprimir E-mail
Escrito por Unileste   

FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE PROJETOS INDUSTRIAIS

Ciclo de Vida do Projeto

Proposto por:    Rafael Castro e Silva

Farley Martins Pela

José Tadeu

Cristiano Silva Guerra

Marcelo Massaru

Ricardo Israel do Couto

CORONEL FABRICIANO

2° Semestre de 2010

Orientação: Professor Italo Coutinho ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

SUMÁRIO

1.    INTRODUÇÃO    3

2.    DESENVOLVIMENTO    5

2.1    ANÁLISE DO NEGÓCIO – FEL 1    5

2.2    SELEÇÃO DE ALTERNATIVAS – FEL 2    7

2.3    PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO – FEL 3    9

2.4    PORTÕES    10

2.4.1    Portão 1    10

2.4.2    Portão 2    10

2.4.3    Portão 3    11

3.    CONCLUSÃO    12

4.    REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA    13

 

1.    INTRODUÇÃO

O Front End Loading ou simplesmente FEL é um processo muito utilizado em projetos de mega empreendimentos, tecnicamente denominados de projetos de capital. Estes projetos requerem grandes investimentos e os processos FEL são utilizados com o objetivo de minimizar os riscos de investimentos em projetos não viáveis e sem atratividade para a organização. Normalmente o FEL é utilizado no setor industrial como, por exemplo, mineração, energia e petroquímica onde os  projetos são de alta complexidade e de altos custos.

FEL é um processo que visa esclarecer os objetivos empresariais e potencializar o alinhamento estratégico entre as iniciativas (empreendimento, objeto ou trabalho a ser desenvolvido) e estes objetivos, visando otimizar a produtividade através da eliminação de investimentos em projetos não rentáveis e desalinhados com a estratégia do negócio. O FEL ajuda a definir bem o escopo e gerar um planejamento detalhado que garanta o mínimo de retrabalho e mudanças durante a fase de execução dos componentes (projetos, programas e outros trabalhos) do portfólio ou carteira de projetos da organização.

O FEL é dividido em três fases com pontos de análise e aprovação, chamados de gates, entre estas fases. Estas fases são:

FEL I – corresponde à fase de análise do negócio, cujo objetivo é avaliar a atratividade e oportunidade de investimento. Nesta fase os objetivos do projeto são alinhados aos objetivos estratégicos da organização.

FEL II – corresponde à fase de estudo de viabilidade técnica e econômica. Esta fase é responsável em selecionar as alternativas (opções para desenvolver as iniciativas), estratégia de contratação e seleção tecnológica.

FEL III – corresponde à fase de engenharia básica (primeira fase da implantação de um projeto onde são revistos os trabalhos de engenharia preliminar que consiste em estudos de viabilidade, lista de equipamentos, fluxogramas e layouts) e visa o desenvolvimento do projeto básico e do planejamento da execução do projeto. Nesta fase, o escopo é fechado através do detalhamento do produto.

 

Figura 1 – Processo de execução do FEL (Fonte: adaptado de PR-E-200. Vale: 2008)

Um dos motivos para utilizar o FEL é a oportunidade que esta ferramenta oferece para potencializar o nivelamento e o agrupamento dos projetos, de acordo com o seu estágio de maturidade, proporcionando tranquilidade e segurança, à direção executiva da organização, para a tomada de decisão referente à autorização do investimento. Esta capacidade de potencializar o alinhamento das iniciativas aos objetivos de negócio foi o que me motivou a integrar os processos FEL com os processos do The Standard for Portfolio Management® para gerenciar portfolio de projetos. Digo, sem dúvida alguma, que vale a pena utilizar e incluir os processos FEL no processo ou metodologia de gerenciamento de portfolio de projetos de sua organização.

 

2.    Desenvolvimento

2.1    Análise do Negócio – FEL 1

O FEL 1 inicia-se quando é identificado uma oportunidade de negócio, procura-se então, fazer uma análise econômica do empreendimento, estimando o valor da sua implantação (custos e receitas), bem como o período em que o empreendimento dará rendimentos. Esse estudo é feito para as alternativas possíveis de implantação, para reduzir a perda com o investimento.

Esta etapa tem objetivo de validar a oportunidade comercial e selecionar as alternativas levantadas através de análise da atratividade do negócio. Geralmente é feita pela organização patrocinadora ou pela empresa cliente com suas respectivas equipes de desenvolvimento de negócios. Durante este fase, é determinado o escopo, a viabilidade comercial do projeto (aumento de faturamento através da geração potencial de vendas), a análise das conjunturas políticas e econômicas bem como dos custos e riscos para construir e operar o empreendimento.

Os pontos chaves são a estratégia empresarial e as previsões de mercado (Matriz SWOT: pontos fortes, fracos, oportunidades, ameaças), identificando como competir, investir e desenvolver no negócio.

Como principais atividades do FEL 1, temos (VALE, 2007):

•    A criação de valor pela identificação de oportunidades de negócios nas áreas de planejamento, comercial, operação, segurança, meio ambiente, etc.;

•    A seleção de tecnologia;

•    O plano de negócios da oportunidade (em algumas áreas, denominado business case, master plan, ou mesmo o plano de vendas para projetos de expansão), explorando ao máximo a identificação e caracterização do conjunto de alternativas técnicas para o projeto;

•    A seleção preliminar das alternativas relacionadas, eliminando aquelas que objetivamente não conferem sustentabilidade ao projeto, ou introduzem riscos fatais sob a ótica da qualidade e volume dos recursos/reservas indicados, aspectos tecnológicos, sócio-ambientais, políticos, etc.

São gerados alguns produtos macros da fase FEL 1 que são:

•    Declaração dos objetivos do projeto para o negócio

•    Definição do time núcleo do projeto

•    Alinhamento estratégico

•    Previsões de Mercado

•    Declaração de escopo inicial

•    Estudo de alternativas

•    Estimativa de Custos

 

2.2    Seleção de Alternativas – FEL 2

Um dos motivos para utilizar o FEL é a oportunidade que esta ferramenta oferece para potencializar o nivelamento e o agrupamento dos projetos, de acordo com o seu estágio de maturidade, proporcionando tranquilidade e segurança, à direção executiva da organização, para a tomada de decisão referente à autorização do investimento. Esta capacidade de potencializar o alinhamento das iniciativas aos objetivos de negócio foi o que me motivou a integrar os processos FEL com os processos do The Standard for Portfolio Management® para gerenciar portfólio de projetos.

     A fase 2 (FEL2) é arbitrada como a fase de desenvolvimento, o alcance ou selecionar ou fase de desenvolvimento do conceito. É conhecida também como a fase de desenvolvimento do escopo. O início desta fase é definida como a formação de uma equipe de projeto (pode ser de duas a três pessoas), que vai começar a desenvolver tanto os objetivos e alcances do projeto uma oportunidade de negócio determinado. O produto chave no final da FEL 2 é a seleção de um único escopo do projeto que é a melhor oportunidade de negócio para o dado.

     Durante a fase 2 FEL, muitas equipes desenvolvem múltiplas alternativas que atendam as oportunidades de negócio :

•    Elaboração de múltiplas alternativas;

•    Escolha da melhor alternativa;

•    Realização dos grupos de revisão;

•    Aplicação das VIP’s (Práticas de Melhoria de Valor);

•    Planejamento da fase seguinte;

•    Planejamento de recursos críticos;

•    Elaboração das bases de projeto;

•    Elaboração da documentação engenharia (quantidade e nível de definição);

     No entanto, é importante compreender que, no final da FEL 2, os gates do projeto devem identificar e escolher apenas uma das alternativas para se desenvolver durante a FEL 3. Além de selecionar uma alternativa, é importante que os itens a seguir sejam apresentados para a alternativa final escolhida, para permitir que o projeto a ser utilizado seja eficaz na próxima fase. Os itens são:

•    Objetivos do Projeto

•    Engenharia Conceitual Básica

•    Seleção Site

•    Fluxogramas

•    As estimativas do Orçamento (± 30 a 40 por cento)

•    Buy-in de todas as partes sobre a opção Seleção

     Do ponto de vista conceitual, as fases de FEL 2 e FEL 3 adicionam valor ao projeto, com o objetivo de manter-se este valor durante a fase de desenvolvimento da engenharia detalhada e construção, para que durante a fase de operação e manutenção o projeto selecionado e aprovado pelos portões produza o valor planejado (esperado) atendendo as expectativas dos seus stakeholders.

 

Figura 2 – Tópicos das fases da metodologia FEL.

 

2.3    Planejamento da construção – FEL 3

Na fase de planejamento da construção (FEL 3), tem-se como objetivo o desenvolvimento do projeto básico e o planejamento da fase de execução, onde as atenções são voltadas para os estudos mais detalhados relacionados á definição completa do escopo do empreendimento, a conclusão dos levantamentos de engenharia (topografia, geotécnica, etc.), bem como o desenvolvimento da atividade do projeto básico.

Esta fase adiciona valor ao projeto, com o objetivo de manter-se este valor durante a fase de desenvolvimento da engenharia detalhada e construção, para que durante a fase de operação e manutenção o projeto selecionado e aprovado pelos portões produza o valor planejado (esperado) atendendo as expectativas dos seus stakeholders.

Nesta fase são realizadas as obras civis na unidade e a construção dos dutos. Existência de grandes conflitos entre o pessoal da engenharia, suprimento e construção, com possibilidade de perda ou inconsistência de informações. A engenharia de assistência técnica à fabricação e à construção consiste na alocação, quando requerida pela equipe de gerenciamento da implantação, de profissionais especialistas para tratar dúvidas dos fornecedores quanto à engenharia detalhada desenvolvida e dar assistência na proposição de alterações necessárias para a adaptação às melhores condições de fabricação, construção e montagem. Os documentos produzidos nesta etapa serão constituídos de relatórios, atas de reunião e notas técnicas.

Os serviços de engenharia relacionados nesta etapa devem ser desenvolvidos por engenheiros especialistas e técnicos (projetistas) adequadamente capacitados.

Fase onde são realizadas as atividades de montagem dos equipamentos eletromecânicos, integração dos equipamentos aos dutos e implantação dos sistemas de instrumentação e controle. Há grandes conflitos entre o pessoal da engenharia, suprimento, construção, montagem e operação.

É a fase mais longa do empreendimento. Junto com a fase de construção (tipicamente chamadas de “engenharia de construção e montagem”), é a materialização de tudo que até então havia sido feito no papel. O grau de liberdade da fase de montagem é inversamente proporcional ao grau de detalhamento do projeto. Após esta fase, o custo cresce rapidamente.

 

2.4    Portões

O processo ‘Front-End Loading’ (FEL) utiliza-se de etapas com três portões formais de aprovação que correspondem aos estágios de desenvolvimento, nos quais apresentam objetivos claros e bem definidos para cada ciclo de vida do projeto. É importante trabalhar para que níveis adequados de esforços sejam gastos nos momentos mais apropriados e nas tarefas certas, outro ponto a se observar e o comprimento das etapas antes do recebimento de fundos para se proceder aos estágios posteriores e ao estágio relativo ao desenvolvimento dos trabalhos de campo.

Relação de critérios para aprovação de cada portão do processo FEL:

2.4.1    Portão 1

• Revisão das características da oportunidade

• Revisão dos objetivos do projeto

• Análise econômica preliminar

• Análise do FEL1

• Estruturação da equipe do projeto

• Fatores críticos de sucesso

• Aspectos tecnológicos

• Planejamento da fase seguinte

• Diretrizes para estruturação econômica do empreendimento

2.4.2    Portão 2

• Validação da aderência ao planejamento estratégico da organização

• Revisão das características da oportunidade

• Revisão dos objetivos do projeto

• Validação da análise econômica

• Avaliação do nível de inovações tecnológicas

• Análise do FEL2

• Planejamento da fase seguinte

2.4.3    Portão 3

• Validação da aderência ao planejamento estratégico da organização

• Revisão das características da oportunidade

• Verificação da estabilidade dos objetivos do projeto

• Validação da análise econômica

 • Análise do FEL3

• Validação do planejamento da fase seguinte

• Autorização para execução do projeto

 

Figura 3 – Ciclo de vida do Projeto de acordo com a metodologia FEL.

 

3.    Conclusão

O processo FEL é uma importante ferramenta no gerenciamento de projetos que estrutura e sistematiza suas fases de desenvolvimento. Além disso, estabelece critérios utilizando as melhores práticas de gestão para execução de cada etapa do projeto reduzindo custos desnecessários e aumentando a qualidade dos resultados do projeto.

Através da metodologia FEL é possível desenvolver uma definição detalhada do escopo dos projetos alinhando-os plenamente aos objetivos estratégicos da empresa (cliente) e ajuda a avaliar a maturidade de um projeto com base em sua fase de desenvolvimento. Deve ser iniciado na concepção do projeto, pois assim seus benefícios poderão exercer um maior e melhor impacto sobre os custos potencializando os pontos fortes e identificando e reduzindo os pontos fracos.

Assim, com a boa gestão dos projetos e com a utilização sistemática da metodologia FEL, a lucratividade dos negócios é aperfeiçoada tanto para a empresa (cliente) quanto para os fornecedores de materiais e serviços, permitindo uma melhor programação das tarefas com significativas economias de tempo e recursos.

 

4.    Referencia bibliográfica

ROBERITON, Ribeiro, 11 de Abril de 2010. The Standard for Portfolio Management® is a registred mark of PMI. www.2rprojetos.com

VALE. PR-E-200-Implantação de Empreendimentos pela Metodologia Front-end-

Loading. Rev. 3. Belo Horizonte, 2007.

http://www.sinaenco.com.br/downloads/Palestras_Enaenco_VII/Fernando_Biato_Gerente_Geral_Petrobras.pdf

http://www.slideshare.net/gplima/palestra-sobre-fel-front-end-loading

http://www.ipaglobal.com/Services/Individual-Capital-Project-Services/FEL-2

TAPIA, C. Benchmarking de Melhores Práticas para Projetos de Capital.  Disponível em

www.ipaglobal.com, 12, agosto de 2010.

http://www.arquitetura.eesc.usp.br/workshop08/secundarias/ANAIS/Artigo_16.pdf

 

 
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